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Como lojas de decoração como a Westwing nos viciam

A marca Westwing está fazendo um excelente trabalho. Nascida em 2011 na Alemanha, chegou no Brasil em 2018.

Em artigo na Exame.com, a CEO da Brand Gym, Guta Tolmasquim, analisa a estratégia da queridinha Westwing. A marca que tornou a jornada de compra de móveis e artigos de decoração 100% online para muita gente. Especialmente em tempos de pandemia.

A Westwing foca sua estratégia em curadoria e assim se diferencia de outras marcas do setor. No artigo, Guta também aponta: “O momento da compra virtual não é lá tão incrível. O app buga, fecha, o sistema cai. Mas a curadoria da pré-compra é excelente e o relacionamento pós-compra também. Se o sofá está marcado para quinta antes do meio dia, ele chega quinta antes do meio dia. O vendedor me manda WhatsApp e resolve qualquer problema.”

Leia o artigo completo na Exame.com.





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Logo ou símbolo? Que tal os dois juntos? Entenda o que é “logo responsivo”

Você certamente já está familiarizado com o termo “design responsivo”, que é a adaptação natural de um site em formato desktop para dispositivos móveis nas mais variadas dimensões. Mas, hoje, vamos trazer uma outra vertente desse tema: o “logo responsivo”. 

Para ser perfeito, um logo precisa traduzir a estratégia da marca de forma proprietária, ser facilmente reconhecível e, ainda, se diferenciar no mercado, certo? Essas características podem ser alcançadas por meio de alguns elementos visuais: 

  • Paleta de cor, que traz reconhecimento; 
  • Tipografia funcional e com bastante personalidade;
  • Formas – ou grafismos – que representem os atributos da marca;
  • E um símbolo que tenha significado e relevância.

Em alguns (poucos) casos, apenas um desses elementos já é suficiente para trazer recall e personalidade para o seu logo. Mas, na maioria das vezes, esse desafio só é alcançado com a combinação desses elementos.

Uma marca precisa ser identificada visualmente pelos seus consumidores nas mais variadas mídias e plataformas. É muito raro um logo com apenas uma variação se comportar bem no contexto multiplataformas, em ambientes físicos e digitais. Ele até pode funcionar lindamente na fachada de uma loja, mas encontrar problemas de redução no perfil do Instagram, por exemplo. E é aí que chegamos no conceito de “logo responsivo”: um logotipo que se adapta a diferentes contextos, preservando a consistência visual da marca.

Um logo precisa se comportar de diferentes maneiras no mundo digital e, em alguns lugares, a marca precisa recorrer a outro elemento visual importantíssimo na construção de percepção: o símbolo, uma versão reduzida da marca

O símbolo vai estar presente no ícone do seu app, na foto de perfil das suas redes sociais, no favicon do seu website (sabe aquele ícone que te ajuda a identificar um site entre as dezenas de abas abertas no seu browser? – esse mesmo).

Não bastasse um logo ter que representar tantos atributos de marca de um jeito simples e eficiente, agora o símbolo também precisa preservar esses mesmos atributos em um quadradinho de 15x15px? Não. É claro que ele não vai traduzir todos os atributos que a sua marca carrega – e tudo bem(!), mas ele precisa ser simples e estar consistente com a estratégia visual da sua marca, para que o usuário a reconheça em poucos segundos em meio à “disputa” entre outros 20 ícones da tela principal do seu celular. 

Se seu logo já é representado por um símbolo ou se você conseguir extrair dele um elemento que se torne um símbolo com todas as características que falamos aqui, ótimo! É provável que seu problema esteja resolvido. 

Mas e se o logo for tipográfico? Bom, aí temos um desafio maior. Se sua marca tiver uma personalidade bem definida, você já está no caminho certo para a construção do seu símbolo, que deve ser a representação mais pura da ideia central da marca, transmitindo uma imagem super clara do que ela significa.

Uma dica? Não se prenda a formatos tradicionais. Antes, a representação simbólica tinha que ser um retrato 100% fiel da marca; hoje, temos mais liberdade criativa e seu consumidor vai correlacionar o símbolo ao seu logo, contanto que ele respeite a estratégia e seus assets visuais.

Num mundo em que, agora, as marcas já nascem digitais, as possibilidades são muitas – mas os desafios também. Entenda a sua marca com profundidade. Saiba falar sobre ela para alguém. Conheça seus comportamentos e atitudes. É assim que você vai conseguir encontrar o melhor caminho visual para representá-la bem, seja num logo, seja num símbolo, seja nos dois.

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Como realizar uma entrevista (parte 3 de 3)

Aqui, na Brand Gym, dividimos o momento da entrevista em 3 etapas. Depois de preparar e conduzir uma entrevista da melhor maneira possível, chegamos à última etapa: analisar e registrar os melhores insights. Saber identificar o que é um bom insight de uma opinião isolada é fundamental para uma boa análise. Por isso, vamos mostrar algumas dicas sobre esse processo.

COMO ANALISAR UMA ENTREVISTA

Transcreva as conversas

Existem várias formas de transcrever. Você pode escrever as respostas da entrevista no formato de texto corrido. Você pode ter um .docs com as perguntas e, durante a entrevista, preencher com as respostas, destacando o que achou mais relevante. Existem outras formas de transcrever, como em Excel, por exemplo. O mais importante aqui é escolher a forma que funciona melhor para você.

Escreva insights durante ou logo após a entrevista

Quando você sai do papo, está tudo “fresco” e sua memória. Se você deixar para fazer isso depois de uma semana, a visão será outra. Dessa forma, anotar rapidamente todas as conclusões e aprendizados torna sua análise muito mais assertiva. É possível também fazer isso durante o papo, mas isso pede um pouco mais de prática para não se perder na entrevista.

Antes de olhar as notas, tente lembrar quais foram os principais aprendizados de cabeça

O que ficou na sua cabeça ao final de cada entrevista ou no conjunto das várias entrevistas? Suas principais lembranças costumam ser os assuntos mais relevantes, o grande insight! Antes de revisitar todo o material, sente-se com sua dupla(falamos sobre esse ponto no artigo sobre condução de entrevistas) e tente lembrar quais foram as principais questões.

O que mais se repete tem mais valor

Não se prenda à opinião de uma pessoa mais efusiva ou com quem se identificou mais. Aquela pode ser uma opinião isolada. Procure entender quais questões se repetiram com maior frequência. Normalmente é ali que moram os principais insights. 

Revisite suas notas e complete os aprendizados

Se, por um lado, muitas coisas que ficaram na sua cabeça podem ser as mais relevantes, por outro, também podemos fazer algumas conclusões que, na realidade, não foram expressamente ditas. Revisite e cheque as informações que você anotou para tirar suas próprias conclusões com base nas informações coletadas, é claro, e não em suposições.

Volte na transcrição e separe as falas mais relevantes

Tão importante quanto os insights são os quotes, as palavras exatas do seu entrevistado ou entrevistada. Depois de fazer suas conclusões, escolha aquelas falas que mais representem as ideias que quer transmitir.

***

Neste artigo, falamos sobre a última etapa de uma entrevista, o “PÓS”, que se refere a compilação e a análise da entrevista. Caso você queira dar uma olhada na etapa “PRÉ” e “DURANTE”, é só acessar o artigo Como realizar uma entrevista e Como conduzir uma entrevista.

Ficou com dúvidas? Manda lá na nossa Comunidade de Branding para Startups! E pode ter certeza: os membros ou alguém da nossa equipe irá te responder.

Esse foi um conteúdo criado a partir do nosso Mini Treinamento, um dos tipos de eventos quinzenais que fazemos. Para ficar de olho nos próximos encontros, acompanhe a gente na Comunidade, no LinkedIn ou no Instagram.

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Como realizar uma entrevista (parte 2 de 3)

Conduzindo uma entrevista

O que a maioria dos founders de grandes startups tem em comum? Todos eles conhecem muito bem seus consumidores. Apesar de, num primeiro momento, esse conhecimento em profundidade parecer uma tarefa fácil, na prática isso se apresenta como um enorme desafio. Chegar nas melhores respostas e melhores insights em conversas com os consumidores só é possível por meio de uma entrevista bem conduzida. Nessa segunda parte da série de três capítulos, vamos dividir algumas dicas para você se destacar na condução dessas descobertas.

Na Brand Gym, nós seguimos 3 etapas que consideramos muito importantes no processo de realização de uma pesquisa:

PRÉ:

1º – Definição de Outcome

2º – Escolha dos Entrevistados

3º – Preparo do Roteiro

DURANTE:

4º – Condução

PÓS

5º – Análise
Neste artigo, vamos falar sobre o “DURANTE”: a condução da entrevista. Em breve, vamos falar também sobre como analisar o que foi coletado. E caso você queira dar uma olhada na etapa “PRÉ”, é só acessar o artigo Como realizar uma entrevista.

COMO CONDUZIR UMA ENTREVISTA

Primeiro, apresente-se

Fale sobre você fazendo um recorte sobre o que interessa ao entrevistado. A ideia aqui é ser objetivo, um tweet. Ou seja, nada de contar sua biografia. Falar um pouco de si mesmo pode fazer com que a pessoa não fique tão intimidada.

Não esteja cansado

Apesar de parecer óbvio, o que acontece na prática? Você agenda 10 entrevistas em sequência e quando chega na quinta, você já está cansado, mal-humorado, querendo acabar logo.

Faça as entrevistas em dias ou horários espaçados ou dê intervalos entre elas. Entrevistar alguém é um processo de escuta ativa, dessa forma, se você estiver cansado, não vai conseguir processar as informações e aproveitar as deixas do entrevistado.

Tenha tempo para passar do tempo

Pode acontecer da entrevista se estender além do tempo programado. Então, a depender do entrevistado, pergunte se ele ou ela pode passar do tempo e já adicione esse “chorinho” na sua agenda.

Deixe as regras sempre claras

Para o entrevistado se sentir à vontade, é importante que ele ou ela saiba para quem e por que está respondendo ao questionário.

Depois de se apresentar, explique o porquê da entrevista. Na Brand Gym, usamos esse modelo aqui:

Essa pesquisa é para ________________. Eu vou te perguntar ____________________. É confidencial e para uso interno, então não vou publicar em nenhum lugar. Estou gravando, porque pode ser que eu perca alguma informação importante e assim posso checar o áudio depois. Ela vai durar ___ minutos. 

A entrevista não tem certo nem errado, quero ouvir sua opinião, então pode ficar à vontade.

Seja curioso

O roteiro não é um script, é um guia. O objetivo é você coletar os melhores insights. Então, tente aproveitar todas as deixas do seu entrevistado. Se o intuito fosse seguir um roteiro, a entrevista poderia ser substituída por um formulário. Se há a necessidade de uma interação humana é porque a sua interpretação durante a entrevista vai moldar o curso das perguntas.

Não é hora de dar sua opinião

Evite falar o que você acha; você está entrevistando a pessoa para saber o que ela pensa. Fazer isso pode enviesar as respostas.

A única exceção é caso você queira criar relacionamento ou fazer com que a pessoa se solte. Assim, concordar com ela e com as respostas dela pode ajudar na condução.

Não pressuponha coisas

As pessoas tendem a responder “sim” em entrevistas. Não responda por elas e não tenha medo do silêncio. Por exemplo: se alguém falou que deixou de fazer academia e, anteriormente, também falou que estava com a rotina muito agitada, não assuma que um foi consequência do outro. Às vezes, teve alguma questão familiar, de saúde, mudança na rotina etc. Por isso, entender o motivo em vez de pressupor é tão importante. Pergunte “por quê?”.

Na dúvida, repita

Para garantir que entendeu bem o que a pessoa falou, você pode repetir o que foi dito, confirmando o entendimento. Só tome cuidado para não fazer algumas conclusões pessoais.

Vá em dupla

Uma pessoa conduz e a outra transcreve, escreve insights e garante que a entrevista não acabe sem as perguntas respondidas. Isso economiza tempo e ajuda a ter uma segunda percepção sobre o que foi falado.

Se precisar cortar a pessoa, tudo bem

Às vezes, a pessoa começa a falar sobre um assunto que para você é irrelevante. Quando isso acontecer, fale algo como: “vou te interromper aqui porque quero usar nosso tempo para aprofundar em outro tema” e mude de assunto. Você estará sendo educado e a pessoa vai entender seu ponto.

Não corte a pessoa no meio de uma ideia, nem termine a frase para ela

Não é uma conversa, é uma entrevista. É natural que a gente queira interagir, mas a sua interrupção pode dificultar o desenvolvimento de insights próprios da pessoa. Quando isso acontece, você não pode usar sequer o quote da entrevista, porque teve ali uma fala sua e não do entrevistado.

Depois de todos esses pontos, você vai precisar seguir adiante no processo, analisando o conteúdo gerado. E esse é o assunto da 3a parte desta minissérie: “Como analisar uma entrevista“.

Ficou com dúvidas? Manda na nossa Comunidade de Branding para Startups! [E pode ter certeza: os membros ou alguém da nossa equipe irá te responder.


Esse foi um conteúdo criado a partir do Mini Treinamento, um dos tipos de eventos quinzenais que realizamos. Para ficar de olho nos próximos encontros, acompanhe a gente na Comunidade, no LinkedIn ou no Instagram.