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Qual é o melhor momento para investir em marca e cultura?

Guta Tolmasquim
Guta Tolmasquim
CEO da Brand Gym

No momento zero. E em todos os momentos.

Marca e Cultura: de quem é essa agenda?
Do Founder, acima de tudo.

Marca e Cultura são dois ativos estratégicos para qualquer negócio. Em um mundo conectado em rede em que a matriz de influência está nas mãos das pessoas cuidar de ambos é minimizar riscos, aumentar ganhos, diminuir custos de transação com todos os stakeholders.

O mantra de que o que não pode ser medido não pode ser gerenciado afastou esses dois temas dos centros de decisão de muitas organizações. Marca ficou sob responsabilidade do marketing, como tudo o que é da porta para fora: embalagem, propaganda, PR. E cultura ficou sob responsabilidade do RH, como tudo o que é da porta para dentro: atração, avaliação, desenvolvimento.

Startups já nascem sabendo que as fronteiras entre dentro e fora são cada vez mais fluídas. De um modo geral as experiências do colaborador e do cliente  estão cada vez mais próximas e devem ser coerentes. Na Brand Gym fizemos pesquisa com empreendedores que estão no seu segundo negócio e sempre que perguntamos quando pensam em investir em marca em relação a experiências anteriores, todos nos respondem que mais cedo.

As conversas sobre cultura no Vale do Silício e aqui estão mais quentes a cada dia. Já é sabido por founders que é importante ter uma cultura forte. E quando perguntamos para avaliarem no que não deveriam ter deixado de investir de largada quase todos falam a mesma coisa: marca e cultura.

Por que ambos são tão importantes e quais são os sinais que precisam ser observados na gestão desses ativos?

A marca é, naturalmente, uma bússola organizacional. Ela deve ser um vetor de orientação e inspiração para a estratégia e para a formação de sistemas de gestão, processos e rituais que ajudem a entregar o que prometemos para nossos clientes.

A cultura, por sua vez, é como a espinha dorsal para a gestão de excelência, ou seja, para fazermos cada vez melhor o que queremos fazer. É o fator de coordenação informal e flexível que dá origem a um contexto, a um jeito de fazer, a uma cola que engaja as pessoas e constrói identidade.

Quando operam juntas marca e cultura têm impacto direto nos custos de transação com todos os públicos. É mais fácil atrair talentos, fazer parcerias, negociar com fornecedores, ser escolhido por clientes.

E mesmo quando startups pivotam, o que é muito comum, faz toda diferença saber porque estamos juntos, como queremos fazer negócios e construir relações. Ou seja: mesmo com mudança de produto, de target e de mercado, marca e cultura garantem alinhamento e agilidade para as tomadas de decisão.