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Já ouviu falar de brand debt? E qual é o efeito dele nos negócios?

Guta Tolmasquim
Guta Tolmasquim
CEO da Brand Gym

Brand Debt e Tech Debt são conceitos irmãos em suas respectivas áreas. Tech Debt é bem conhecido no mundo da tecnologia. Criado por Howard G. “Ward” Cunningham, um dos autores do Manifesto Ágil, ele diz respeito à escolha por um código feito de forma “rápida e suja” que, ao longo do tempo, gera uma dívida que precisará ser paga. Dívida que costuma, na maior parte das vezes, vir com juros altos.

Seja no universo Tech ou Brand poder refletir sobre essa dívida antes dela acontecer parece ser uma forma de evitá-la ou, ao menos, correr menos riscos.

O importante é saber que cada vez que você faz algo que negligencia a marca você cria uma dívida – o brand debt.


Marcas construídas da forma correta desde o início têm mais chance de fit com os consumidores e mais condições de diminuir a dívida.

Como podemos evitar o brand debt desde o início?

– Contratar um bom time – com habilidades e competências adequadas e alinhado ao propósito do negócio.
– Entender a verdadeira dor dos seus consumidores e se conectar a eles – investir tempo em conhecê-los de verdade.
– Definir um posicionamento claro e diferenciado para clientes e investidores – saber qual é o interesse de cada público e construir mensagens claras e consistentes.
– Preocupar-se desde o início em construir uma marca consistente, contando a mesma narrativa ao longo de todos os canais.
– Conceituar a marca – escreva um manifesto, defina a visão da empresa, faça um documento com a personalidade da marca.

Para empreendedores que estão no início e não querem criar brand debt desenvolvemos o DRAFT. Uma ferramenta para você estruturar seu projeto de branding sem precisar de agência.

Por dentro do Brand Debt:

O brand debt é o quanto sua marca está devendo – ou deixando de ganhar – porque não entrega uma experiência de acordo com sua estratégia. Quanto mais distante essa entrega for maior será o brand debt e isso pode impactar os negócios – sem dizer que criará um abismo entre o que se espera construir em termos de branding e o que, de fato, é construído.


É preciso olhar para dentro: objetivos de negócio, fôlego financeiro, alinhamento entre fundadores, engajamento da equipe, capacidade de entrega. E olhar para fora: concorrentes, clientes, hábitos de compra e consumo, canais de distribuição e comunicação.

Ao juntar os olhares é preciso encontrar o ponto de maior originalidade e potência para fazemos as melhores escolhas e não negligenciarmos aspectos estratégicos e de grande importância.
Irrelevância, inconsistência (visual e verbal), ausência de personalidade, métricas de validade, comoditização das experiências, da comunicação e do atendimento. Tudo isso pode somar pontos ao seu brand debt, que deve ser considerado – e muito! – na criação, desenvolvimento e gestão da sua marca.

O brand debt pode acontecer em detalhes, como na entrega corrida do dia a dia por falta de tempo de construir algo branded, assim como o tech debt. O importante, no entanto, é estar ciente do prejuízo que algumas escolhas feitas sem atenção e reflexão podem trazer para a qualidade da sua marca.