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Mudar de nome ou não? Eis a questão.

Guta Tolmasquim
Guta Tolmasquim
CEO da Brand Gym

O que você precisa saber antes de trocar o nome da sua empresa.
É comum que a startup comece a operar com um nome literal.O problema começa depois de alguns meses ou anos de operação quando o nome:

  • não condiz mais com a atuação da empresa; 
  • não representa a personalidade da marca;
  • não é diferenciado o suficiente. 

Mudar não é óbvio. A marca já é conhecida pelos early adopters e mudar de nome pode significar perda de brand equity. Se esse é o seu caso, esse texto é pra você.

Passo 1: Entenda qual é o tipo de nome que você tem

Nome literal
Os nomes literais trazem um ganho altíssimo de curto prazo: todos entendem o que é o produto, logo é mais barato lançar. O valor para produtos inovadores é enorme, porém a perda no longo prazo é muito alta: dificuldade de pivotar e expandir a atuação e de construir associações intangíveis para a marca.

Nome conceitual
No extremo oposto estão as palavras inventadas que não significam nada e precisam ter seu significado construído e explicado para os clientes. Isso custa caro e leva tempo. Porém, dificilmente deixa de ser relevante no futuro da empresa.

Nome alusivo
Existe uma terceira categoria, que é nossa preferida na Brand Gym, já que reúne o melhor dos dois mundos. Um nome alusivo entrega a essência da marca e fala da sua personalidade sem ser literal quanto à atuação do produto.

Passo 2: Avalie a força do seu nome 
Criamos uma tabela de avaliação de força do nome. Antes de começar a preenchê-la, faça uma reflexão sobre quais pontos devem ter maior peso. Normalmente, os dois últimos, custo de mudança e elasticidade, são os que mais pesam. Para valor de marca, personalidade forte é o mais importante.Preencher não vai te dar um resultado numérico, mas faz a tomada de decisão ficar bastante clara. Como não há certo e errado, o que você precisa fazer é entender qual é o cenário de maior ganho e menor perda no longo prazo.

Abra nosso framework de tomada de decisão

Passo 3: Decida 
Todos os cenários têm perdas e ganhos. Não decidir também é uma decisão – a pior a se fazer.É importante considerar que decidir mudar de nome não é um processo abrupto. As mudanças de nome que fizemos levaram entre 6 meses e 1 ano para que o máximo de pessoas do público-alvo fosse impactada e para transferir o máximo de brand equity possível. O momento de transição do nome tem que ser pensado de forma estratégica após tomada a decisão.Ao optar por trocar de nome, você vai encarar um custo de comunicar a transição pontualmente e pode haver uma possível perda de clientes. Mas, em contrapartida, uma mudança de nome traz mais clareza e potencial de suporte no crescimento. Lembre-se de formalizar os critérios de mudança de nome para que eles sejam base do processo criativo do novo nome.Ao optar por não trocar, há o custo constante de comunicar uma atuação diferente do que o nome indica e, também, de comunicar o conceito correto da marca. É custoso fazer as pessoas entenderem o conceito da empresa quando o nome não ajuda.No longo prazo, geralmente ‘trocar’ ganha de ‘não trocar’ e o ideal é fazer com calma e em um processo de transição para perder o mínimo de brand equity possível. Tomar a decisão é difícil e requer coragem. Vale lembrar que agora é a hora mais barata para fazer a transição, pois sua empresa só tende a crescer. Uma transição bem comunicada tem pouca perda de brand equity. Ao invés de pensar em tudo o que pode ser perdido, foque no tamanho que sua empresa quer ter e se pergunte se seu nome, hoje, tem a capacidade de te levar até lá.