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Clubhouse e branding: Como as marcas participarão da rede?

Vanessa Bulhões
Vanessa Bulhões
Head de Conteúdo da Brand Gym

Nas últimas semanas surgiu um novo queridinho na internet, você já deve ter ouvido falar, o Clubhouse. Essa nova sensação do mundo digital está chamando bastante atenção devido ao seu crescimento exponencial nos últimos dias. Segundo a Infomoney, entre os dias 1 a 9 de fevereiro, houve um aumento de 4900% nas buscas, quando comparado ao mês de janeiro.

O que é Clubhouse?

O Clubhouse é uma rede social, até o momento disponível apenas para iOS, que funciona somente por áudio e voz. Por lá, os usuários podem conversar sobre temas variados em diferentes salas.

O que tem sido muito atraente é que a experiência do Clubhouse oferece uma espécie de reinvenção do podcast – imagine você poder ouvir e fazer parte de uma conversa junto com seu podcaster favorito. Massa, né?

Mas e aí, por que o Clubhouse está tão hypado?

No início de dezembro de 2020 o aplicativo tinha 3.500 membros espalhados pelo mundo, agora já possui mais de  600 mil membros. Qual a razão desse crescimento exponencial? 

Primeiramente, pode-se ter como justificativa a adoção do app por parte de personalidades ímpares, como Elon Musk, Oprah Winfrey, Ashton Kutcher e CEO’s de todo mundo. E aqui no Brasil já há uma movimentação por parte de celebridades e grandes empreendedores. Inclusive, a Brand Gym já marcou presença na rede, que tal uma boa conversa sobre branding para startups? tivemos a primeira, então não perde as próximas, hein!

Além da presença de pessoas famosas, a cereja do bolo para esse crescimento acelerado está em fazer os usuários se sentirem importantes – quem não gosta de se sentir assim, não é? Outra tática adotada pelo Clubhouse que o torna tão desejado é baseada em FOMO (fear of missing out, medo de estar perdendo algo) e, claro, a exclusividade.

Por ser apenas para convidados, somente quem já faz parte da rede pode convidar uma outra pessoa, o que reforça a ideia de ser um clube íntimo. 

Se por um lado as barreiras de entrada fazem com que a rede não alcance números ainda mais altos de novos entrantes, por outro, ao criar esse alto nível de exclusividade, aumenta-se o entusiasmo das pessoas que estão por lá e também gera um sentimento de pertencimento a uma comunidade fechada.

Como as marcas podem usufruir do Clubhouse?

Estamos entrando em uma nova era sobre como fazer branding e é bem possível que o Clubhouse faça parte dessa nova realidade. 

Por enquanto ainda não existe nenhum clube de marca, com exceção da a16z, fundo de Venture Capital que investe na Clubhouse. Mas fazendo uma análise do funcionamento da rede, podemos perceber algumas evidências de como provavelmente as marcas irão se posicionar e se relacionar por lá.

Primeira evidência: Pessoas representam marcas

O Clubhouse é um espaço feito para pessoas falarem. Muitas das empresas inovadoras costumam usar seus fundadores como parte da sua estratégia de construção de marca. Entretanto, na rede, todo colaborador pode se tornar um porta-voz.

Empresas com alinhamento de cultura e com colaboradores ativos têm mais chance de aumentar a relevância da sua marca por lá, uma vez que o Clubhouse e seu modelo “sem script” possibilita mais transparência, autenticidade e humanização para a marca.

Consumidores estão cada vez mais em busca de trocas reais e essa é uma ótima oportunidade para realizar essa conexão de forma autêntica. Como tudo é ao vivo e pelo smartphone, o Clubhouse tem menos pressão pelo perfeccionismo. Basta você pedir a palavra e começar a falar (não precisa nem estar arrumadinho rs).

Segunda evidência: Conversas em tempo real com os consumidores e criação de comunidade

Não é novidade que a criação de comunidade é um fundamental para qualquer marca. O Clubhouse é maravilhoso para manter uma proximidade com os seus consumidores. 

Essa proximidade com os clientes é um ponto-chave para construir marcas e produtos fortes e o Clubhouse oferece uma possibilidade de discussão em tempo real.

Esse ambiente pode ser muito propício para que marcas construam e engajem suas comunidades. Imagine a infinidade de salas tratando sobre assuntos do nicho que sua marca atua, tudo tendo feedback em tempo real. As marcas só têm a ganhar!

Terceira evidência: Não é só sobre criar conteúdo, é sobre criar experiências

Aqui há uma característica que está se tornando cada vez mais comum nas redes sociais: conteúdo efêmero. Seguindo a estratégia de FOMO, se você estiver offline, perdeu, nada fica gravado. 

Para empresas que investem na produção de conteúdo, isso significa a necessidade de se reinventar para fazer boas produções. No Clubhouse o jogo tem novas regras.

Por isso, acreditamos que é preciso migrar da produção de conteúdo para a produção de experiência. Uma habilidade que somente as marcas mais sofisticadas têm.

 “As pessoas esquecerão o que você disse, as pessoas esquecerão o que você fez. Mas elas nunca esquecerão como você as fez sentir”.

Maya Angelou, escritora estadunidense

Ainda é muito cedo para entender até onde pode ir o Clubhouse, mas já podemos notar que é uma ferramenta de grande potencial. Por ser uma plataforma muito nova e com muitas possibilidades, ainda existe muito espaço que precisa ser explorado. 

Contudo, uma coisa é clara: fazer branding no Clubhouse será diferente. Não sabemos se a ferramenta veio para ficar, mas aqueles que a utilizarem conscientemente terão ganhos, mesmo que a rede social não se torne o próximo “Instagram do áudio”.

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