Categorias
Conteúdo opinião Uncategorized

Por que criar marca para startup é diferente de criar marca para uma empresa tradicional?

Antes da Brand Gym, eram poucas as startups que investiam em branding. Um mercado pouco capitalizado, pouco competitivo e com enormes desafios técnicos que estavam no road map com bem mais prioridade do que construção de marca. Do outro lado, o mercado de branding era estruturado para atender empresas tradicionais.

No ecossistema de hoje, muitos desses desafios técnicos foram superados. Com a infraestrutura já construída, da AWS, a no-code apps, passando por meios de pagamentos, APIs e outras tecnologias que facilitam a vida, a competitividade entre as startups cresce. E, com essa evolução do mercado, o branding está ganhando mais relevância para as startups: mais competitividade, mais necessidade de diferenciação. 

Também podemos considerar que os produtos das startups nascem imperfeitos por definição e é preciso engajar o consumidor (não só os investidores e talentos) na visão e no propósito da marca.

Branding também pode ser um grande aliado para introduzir um novo produto ou novo hábito, o que é essencial quando falamos de tecnologia e da criação de novas categorias de mercado. Outra consequência interessante de branding é o aumento do vínculo com os consumidores e vínculo, vocês sabem, leva a maior lifetime value, diminuição de churn e aumento de referral.

Estamos vendo cada vez mais startups investirem em branding. Ainda estamos em um momento em que construir marca pode ser um diferencial. Em breve, será essencial para que toda startup possa ganhar o coração de um mercado inicial.

Em 2017, a Brand Gym começou a fazer branding para startups. Somos a agência de branding para empreendedores, scale ups e marcas que têm tecnologia no seu DNA. Desenvolvemos uma metodologia para entregar profundidade sem perda de tempo. E estamos levando estratégia de marca para negócios que vão escalar.

Por aqui, além de sermos especialistas em branding, somos especialistas em branding para startups. Nós fazemos branding para produtos e serviços inovadores, que vão na contramão da indústria tradicional.

Mas qual a diferença entre branding para empresas tradicionais e branding para startups?

#1 Mentalidade de teste

Na indústria tradicional, os projetos de branding são feitos ao longo de meses para chegar a um resultado final, completo, definido. Esse resultado tem alguns responsáveis, em geral dentro do marketing, e será implementado principalmente na comunicação e publicidade.

Na indústria de tecnologia nada nunca está pronto. Como é possível fazer um projeto de branding que tem como objetivo chegar à perfeição? 

Para trabalhar com startups é preciso educar os founders e o time para tomar as decisões baseadas na marca. Sabemos que o time vai escalar e que muitas pessoas vão querer testar coisas e evoluir a marca, por isso, precisamos garantir que os pilares fundamentais de branding estão bem instalados e nos preocupar menos com as regras.

Começamos pela estratégia, obviamente, a partir do momento que ela está definida, incentivamos as marcas com quem trabalhamos a começarem a testar, implementar as mensagens e definições e que nos voltem com feedback.

Nosso papel durante o projeto de branding é chegar em conceitos que vão ser testados pelos times de produto, performance, redes sociais, atendimento, sucesso do consumidor, marketing e pessoas. Assim, os conceitos vão evoluir com o tempo. 

Encaramos branding para startups como uma semente de marca que vai crescer.

#2 Produto e early adopters como ponto de partida

O produto é o maior foco de toda startup. Ele é a base da construção de marca de uma startup. O posicionamento, as mensagens, tom de voz, visual, todos devem estar em máxima sintonia com o produto.

Startups possuem produtos únicos e inovadores, essa é a principal diferença entre empresas tradicionais e startups. Por essa razão, é necessário um esforço maior de branding para explicar para os consumidores que a proposta de valor é única, diferente de tudo que já está no mercado.

É comum ver empresas tendo crises de identidade, mesmo com um excelente produto ou serviço. Isso acontece, normalmente, porque os consumidores não entendem o que é o produto ou não conseguem enxergar seus diferenciais.

Dizemos que produtos incríveis merecem marcas incríveis. Afinal, se o seu produto é único, é preciso que sua marca seja única também. Trabalhamos com muita criatividade para mostrar o diferencial do seu produto e construímos a estratégia de marca a partir da estratégia de negócios da sua startup.

Na Brand Gym, criamos marcas para produtos que são diferentes por essência. Para nós, construir marca é uma forma de conectar produtos inovadores a audiências de nicho e fazer com que produtos incríveis encontrem usuários fiéis.

Para fazer branding em startups é interessante descobrir quem são os early adopter com quem a marca tem Product Fit e investigar as características que criam o vínculo. Essas características devem ser usadas na construção de marca para alavancar a percepção para novos usuários e conseguir mais lookalikes com esses consumidores.

#3: É necessário ter agilidade e pragmatismo

Startups são empresas inovadoras que vivem num contexto de rápida transformação.

Demorar para tomar decisões significa fazer branding para o produto de alguns meses atrás. A marca deve acompanhar o ritmo da empresa, não o contrário.

É preciso ter profundidade na medida certa para ter certeza das decisões, andar rápido e evoluir com testes. 

#4 Pensar a vida real da startup

Defendemos o pragmatismo. É preciso criar marca para a vida real da empresa que está em escala. O território visual precisa prezar pela performance do produto. O tom de voz deve ser pensado para redes sociais e atendimento. A argumentação e o posicionamento devem ser pensados para os canais de comunicação em que a marca está, seja Instagram, Facebook ou Google Ads, site e todo o restante do funil de vendas.

O logo deve ser responsivo para funcionar em um snippet, em uma imagem de perfil de Instagram, imagem do app e também em mídia out of home.

Criamos marcas incríveis, feitas para a vida real.

#5 Startups devem pensar o funil ao contrário

A maioria das empresas busca investir em branding como uma ferramenta de topo de funil, entretanto, quando se trata de startups, o melhor método está em investir no funil ao contrário. Isso mesmo!

Priorizamos a recorrência/retenção e deixamos o awareness/conhecimento em último lugar, visto que há maior competição nessa área e portanto, menor valor obtido por dinheiro investido. 

Por essa razão nós seguimos a seguinte ordem de construção de marca no funil:

1- Recorrência: Primeiramente a startup desenvolve e vende seu produto, a partir disso observa-se os clientes que estão usando e recomprando. É nessa recorrência que a marca é apresentada em profundidade para o cliente, fortalece-se o lifetime value e aumenta o marketing boca a boca. Ao realizar um “atendimento UAU” durante todo o processo de compra e pós-compra é também possível criar conexões profundas com os clientes.

2- Uso: O uso fortalece o propósito e constrói comunidades em torno da proposta da marca.

3- Compra: Argumentos de produto mais próximos à proposta de valor e construção da marca tendem a ter um aumento de taxa de conversão. A marca também ajuda a sustentar o price point.

4- Consideração: É preciso combinar mensagens de branding e performance, para trazer dimensão racional e tangível combinada a dimensões emocionais e intangíveis, também muito importantes para a decisão de compra.

5- Conhecimento: É aqui que apresenta-se o produto de forma relevante para o consumidor e diferenciado da concorrência. Explicamos de forma que as pessoas entendam a inovação do produto e seu uso.

Você tem um produto incrível? Ele merece ter uma marca excelente.

#Bônus – Resumo: Como a Brand Gym faz branding para as startups

Entrega de alto padrão: Construímos juntos e realizamos várias etapas de validação tanto com os clientes quanto com o squad do projeto. Garantimos projetos totalmente implementáveis, desenvolvemos branding que a sua startup vai usar.

Trabalho com o empreendedor: Direcionamento de marca é ferramenta de gestão. Por isso treinamos em branding os fundadores e a equipe da startup.

Foco em tomada de decisão: Desenvolvemos a profundidade necessária para ser estratégico e gastar energia onde é preciso.

Sem burocracia: Utilizamos processos e cronogramas ágeis, com trocas intensas, comprometidas e flexíveis.

Estratégia de negócios direciona a estratégia de marca: Construção da sua marca a partir da sua estratégia de negócios, promovendo a personalidade e essência da marca de forma autêntica e estratégica para o crescimento.

Acompanhamos o ritmo empreendedor: Entendemos as dores e soluções para startups e empreendedores apaixonados.

  ***

A Brand Gym é uma agência agilizada e vida real. Bateu a curiosidade e quer conhecer mais sobre a gente? Vem dar uma olhadinha nos nossos cases.

Ah, a gente criou a primeira e única comunidade de branding para startups do Brasil. Temos mini-eventos quinzenais e MUITA troca de conteúdo. Quer fazer parte? Peça o seu convite 😊.

Instagram Brand Gym  |  LinkedIn Brand Gym  |  Medium Brand Gym  | Comunidade  | Eventos

Categorias
opinião Uncategorized

Onde estão as founders? Conheça algumas das startups brasileiras fundadas por mulheres e saiba como potencializar a discussão.

A presença feminina no empreendedorismo é historicamente menor que a masculina, mas aos poucos esse cenário está mudando. Segundo a pesquisa Empreendedorismo Feminino no Brasil, publicada em 2019 pelo Sebrae em parceria com o GEM (Global Entrepreneurship Monitor), já existem mais de 24 milhões de mulheres empreendedoras no Brasil.

A tendência de crescimento do empreendedorismo feminino é notável quando mostramos os números: 

  • As mulheres estão à frente de 34% dos negócios atuais;
  • O Brasil é o país com a 7º colocação no ranking dos países com maior proporção de mulheres entre os empreendedores iniciais;
  • São aproximadamente 24 milhões de mulheres empreendedoras à frente de seu próprio negócio.

Por que a presença de mulheres no ecossistema empreendedor é tão relevante?

O empreendedorismo feminino está conquistando cada vez mais espaço no mundo das startups. Mas, infelizmente, ainda há uma grande diferença na proporção entre founders homens e mulheres.

Para quem já trabalha com criatividade não é nenhuma novidade saber que a diversidade amplia as possibilidades de alcançar resultados inovadores. Mulheres em posição de liderança conseguem enxergar novos problemas, oportunidades e soluções. O mundo vive um momento de transformações exponenciais, não podemos insistir nas mesmas velhas lentes de sempre.

Além disso, de acordo com uma pesquisa feita pela McKinsey & Co, empresas com maior pluralidade de gêneros entre suas equipes executivas apresentavam chances 21% maiores de serem lucrativas. Mais que uma questão de diversidade, essa também é uma questão que vai impactar positivamente os números da sua empresa.

Brand Gym, Capitã do time

Costumamos dizer que a Brand Gym é uma marca que está em campo e que faz os outros evoluírem, gostamos de evoluir juntas. Somos uma agência fundada por mulheres, com mais da metade do time sendo formado por mulheres incríveis. 

Usamos nossa experiência para construir as grandes marcas do futuro. Então, não faria sentido que a gente não percebesse que o futuro dos negócios não pode seguir o modelo tradicional. Enxergamos que a diversidade de pessoas e pluralidade de vozes faz com que possamos alcançar resultados melhores, mais criativos e inovadores, com soluções efetivas para problemas reais.

Fazer além de falar

Mas não basta acreditar nos negócios do futuro, né? Precisamos criar, apoiar e potencializar empreendimentos que têm grande poder de impacto. Por isso, criamos um banco de dados com startups e iniciativas empreendedoras incríveis, um banco colaborativo de negócios construídos por empreendedoras.

Quando perguntamos para você, no estilo bate bola, quantas founders mulheres você conhece? Essa resposta logo vai a sua mente? E quando falamos sobre founders homens? É, acho que sabemos a resposta…


Dar espaço espaço para referências femininas no empreendedorismo é uma ótima atitude para transformarmos esse cenário.

Para entendermos que mais mulheres podem ocupar esse espaço de liderança nas startups, um pequeno grande passo é ver esse movimento. Com maior visibilidade fica mais fácil entendermos que lugar de mulher é onde ela quiser. Inclusive lá no topo.

Então, que tal darmos mais visibilidade pras empreendedoras que admiramos?

Nessa planilha você poderá adicionar aquela empresa irada liderada por uma mulher que você admira, sabe? Então, sempre que alguém quiser conhecer ou recomendar negócios de empreendedoras é só acessar o nosso banco colaborativo.

Pra já dar um gostinho, nós já vamos apresentar 9 startups brasileiras fundadas por mulheres:

Nubank

A famosa empresa do cartão roxinho. O Nubank é uma fintech co-fundada pela Cristina Junqueira. É a única startup no mundo avaliada em US $10 bi que tem uma mulher como fundadora. A empresa surgiu para resolver a vida financeira das pessoas com transparência, segurança e simplicidade.

Lady Driver

O maior aplicativo de transporte feminino do mundo foi fundado pela brasileira Gabryella Corrêa. O negócio tem como principal objetivo garantir a segurança para todas as mulheres e alavancar a independência financeira das motoristas.

Gupy

A Gupy é a HRtech que vem ganhando bastante espaço no mercado. O negócio fundado por Mariana Dias e Bruna Guimarães permite que as empresas contratem de forma rápida e efetiva utilizando softwares de recrutamento e seleção, junto de uma avançada inteligência artificial.

Oya Care

A startup fundada por Stephanie Toledo defende que mergulhar em si mesma e conhecer o próprio corpo é o primeiro passo para uma vida mais livre. A empresa oferece ferramentas para as mulheres tomarem melhores decisões sobre a sua saúde, tendo como principal produto um teste descomplicado e acessível sobre fertilidade feminina.

Cheftime

A Foodtech fundada por Daniella Mello entrega kits gastronômicos com ingredientes frescos, higienizados e na medida certa para as pessoas montarem pratos deliciosos e práticos. Tudo isso com planos de assinatura flexíveis e receitas assinadas por chefs profissionais.

Conta Black

A Fintech co-fundada pela Fernanda Ribeiro é uma comunidade financeira que se propõe em resolver o desafio da desbancarização e, consequentemente, a exclusão financeira que tantas pessoas sofrem. Um detalhe interessante é que essa fintech atua tanto com clientes B2C quanto B2B.

Blend Edu

Uma startup de educação pela diversidade e inclusão nas empresas. Fundada pela Thalita Gelenske, a empresa desenvolve experiências educacionais que promovem empatia, diversidade e inclusão nas organizações.

Safespace

Fundada por Giovanna Sasso, Natalie Zarzur e Rafaela Frankenthal, a Safespace é uma plataforma tech de cultura e recursos humanos que ajuda empresas a  prevenir, comunicar e resolver problemas de comportamento no trabalho, tornando o ambiente de trabalho mais seguro e inclusivo para todas as pessoas.

Vittude

A Healthtech fundada por Tatiana Pimenta é uma plataforma que conecta psicólogos e pacientes, promovendo saúde e bem-estar com ajuda de soluções tecnológicas. Basta escolher um psicólogo no site, escolher dia e horário, efetuar o pagamento e pronto: terapia por consulta.

Essas são só algumas das empresas incríveis fundadas por mulheres. Com certeza você conhece algum negócio apaixonante criado por uma mulher. Então, que tal nos ajudar a alimentar o banco de dados e fazer com que muito mais pessoas conheçam esses negócios?

                                                                 ***

Curtiu o texto? Então nos ajude a levar nosso banco colaborativo para outras pessoas compartilhando esse conteúdo com todos que possam se interessar em conhecer e colaborar 😉

Ah, e não deixe de nos acompanhar nas redes. Sempre temos conteúdo novinho para ajudar sua startup.

*Texto escrito em conjunto com Victor Maués, redator de conteúdo da Brand Gym.

Instagram | LinkedInMedium | Comunidade | Eventos

Categorias
opinião

Clubhouse e branding: Como as marcas participarão da rede?

Nas últimas semanas surgiu um novo queridinho na internet, você já deve ter ouvido falar, o Clubhouse. Essa nova sensação do mundo digital está chamando bastante atenção devido ao seu crescimento exponencial nos últimos dias. Segundo a Infomoney, entre os dias 1 a 9 de fevereiro, houve um aumento de 4900% nas buscas, quando comparado ao mês de janeiro.

O que é Clubhouse?

O Clubhouse é uma rede social, até o momento disponível apenas para iOS, que funciona somente por áudio e voz. Por lá, os usuários podem conversar sobre temas variados em diferentes salas.

O que tem sido muito atraente é que a experiência do Clubhouse oferece uma espécie de reinvenção do podcast – imagine você poder ouvir e fazer parte de uma conversa junto com seu podcaster favorito. Massa, né?

Mas e aí, por que o Clubhouse está tão hypado?

No início de dezembro de 2020 o aplicativo tinha 3.500 membros espalhados pelo mundo, agora já possui mais de  600 mil membros. Qual a razão desse crescimento exponencial? 

Primeiramente, pode-se ter como justificativa a adoção do app por parte de personalidades ímpares, como Elon Musk, Oprah Winfrey, Ashton Kutcher e CEO’s de todo mundo. E aqui no Brasil já há uma movimentação por parte de celebridades e grandes empreendedores. Inclusive, a Brand Gym já marcou presença na rede, que tal uma boa conversa sobre branding para startups? tivemos a primeira, então não perde as próximas, hein!

Além da presença de pessoas famosas, a cereja do bolo para esse crescimento acelerado está em fazer os usuários se sentirem importantes – quem não gosta de se sentir assim, não é? Outra tática adotada pelo Clubhouse que o torna tão desejado é baseada em FOMO (fear of missing out, medo de estar perdendo algo) e, claro, a exclusividade.

Por ser apenas para convidados, somente quem já faz parte da rede pode convidar uma outra pessoa, o que reforça a ideia de ser um clube íntimo. 

Se por um lado as barreiras de entrada fazem com que a rede não alcance números ainda mais altos de novos entrantes, por outro, ao criar esse alto nível de exclusividade, aumenta-se o entusiasmo das pessoas que estão por lá e também gera um sentimento de pertencimento a uma comunidade fechada.

Como as marcas podem usufruir do Clubhouse?

Estamos entrando em uma nova era sobre como fazer branding e é bem possível que o Clubhouse faça parte dessa nova realidade. 

Por enquanto ainda não existe nenhum clube de marca, com exceção da a16z, fundo de Venture Capital que investe na Clubhouse. Mas fazendo uma análise do funcionamento da rede, podemos perceber algumas evidências de como provavelmente as marcas irão se posicionar e se relacionar por lá.

Primeira evidência: Pessoas representam marcas

O Clubhouse é um espaço feito para pessoas falarem. Muitas das empresas inovadoras costumam usar seus fundadores como parte da sua estratégia de construção de marca. Entretanto, na rede, todo colaborador pode se tornar um porta-voz.

Empresas com alinhamento de cultura e com colaboradores ativos têm mais chance de aumentar a relevância da sua marca por lá, uma vez que o Clubhouse e seu modelo “sem script” possibilita mais transparência, autenticidade e humanização para a marca.

Consumidores estão cada vez mais em busca de trocas reais e essa é uma ótima oportunidade para realizar essa conexão de forma autêntica. Como tudo é ao vivo e pelo smartphone, o Clubhouse tem menos pressão pelo perfeccionismo. Basta você pedir a palavra e começar a falar (não precisa nem estar arrumadinho rs).

Segunda evidência: Conversas em tempo real com os consumidores e criação de comunidade

Não é novidade que a criação de comunidade é um fundamental para qualquer marca. O Clubhouse é maravilhoso para manter uma proximidade com os seus consumidores. 

Essa proximidade com os clientes é um ponto-chave para construir marcas e produtos fortes e o Clubhouse oferece uma possibilidade de discussão em tempo real.

Esse ambiente pode ser muito propício para que marcas construam e engajem suas comunidades. Imagine a infinidade de salas tratando sobre assuntos do nicho que sua marca atua, tudo tendo feedback em tempo real. As marcas só têm a ganhar!

Terceira evidência: Não é só sobre criar conteúdo, é sobre criar experiências

Aqui há uma característica que está se tornando cada vez mais comum nas redes sociais: conteúdo efêmero. Seguindo a estratégia de FOMO, se você estiver offline, perdeu, nada fica gravado. 

Para empresas que investem na produção de conteúdo, isso significa a necessidade de se reinventar para fazer boas produções. No Clubhouse o jogo tem novas regras.

Por isso, acreditamos que é preciso migrar da produção de conteúdo para a produção de experiência. Uma habilidade que somente as marcas mais sofisticadas têm.

 “As pessoas esquecerão o que você disse, as pessoas esquecerão o que você fez. Mas elas nunca esquecerão como você as fez sentir”.

Maya Angelou, escritora estadunidense

Ainda é muito cedo para entender até onde pode ir o Clubhouse, mas já podemos notar que é uma ferramenta de grande potencial. Por ser uma plataforma muito nova e com muitas possibilidades, ainda existe muito espaço que precisa ser explorado. 

Contudo, uma coisa é clara: fazer branding no Clubhouse será diferente. Não sabemos se a ferramenta veio para ficar, mas aqueles que a utilizarem conscientemente terão ganhos, mesmo que a rede social não se torne o próximo “Instagram do áudio”.

                                                                      ***

Gostou do conteúdo? Aqui sempre tem as novidades sobre branding. Não perca a chance de ficar a par e se atualizar, assine a nossa Newsletter!

Ah, não esquece que a Brand Gym é uma agência de branding para startups. Nós criamos a primeira e única comunidade de branding para startups do Brasil. Temos mini-eventos e MUITA troca de conteúdo. Quer fazer parte? Peça seu convite .


Instagram  |  LinkedIn  |  Medium  | Comunidade  | Eventos

Categorias
opinião

Por que a Disney+ tem uma das melhores estratégias de branding já traçadas

A Disney+, plataforma de streaming da Disney, chegou bombando no Brasil em novembro. Não podia ser diferente. Ano passado, quando foi lançada nos Estados Unidos, bateu 10 milhões de usuários no primeiro dia! E já chega a 50 milhões de pessoas globalmente.

A CEO da Brand Gym, Guta Tolmasquim, considera que a Disney+ tem uma das melhores estratégias de branding do mercado. Um case pra gente acompanhar de perto e tirar insights. Esse foi o tema de artigo da Guta na Exame.com.

Batendo de frente com gigantes do streaming, especialmente a Netflix, a Disney+ mostra que não veio para brincar. Revela isso quando escolhe sua marca mais forte, a Disney, como guarda-chuva para a plataforma que aglutina Marvel, Pixar, Star Wars, NatGeo e, claro, Disney.

Leia o artigo completo sobre a estratrégia de Disney+ na Exame.com

Categorias
opinião

Como lojas de decoração como a Westwing nos viciam

A marca Westwing está fazendo um excelente trabalho. Nascida em 2011 na Alemanha, chegou no Brasil em 2018.

Em artigo na Exame.com, a CEO da Brand Gym, Guta Tolmasquim, analisa a estratégia da queridinha Westwing. A marca que tornou a jornada de compra de móveis e artigos de decoração 100% online para muita gente. Especialmente em tempos de pandemia.

A Westwing foca sua estratégia em curadoria e assim se diferencia de outras marcas do setor. No artigo, Guta também aponta: “O momento da compra virtual não é lá tão incrível. O app buga, fecha, o sistema cai. Mas a curadoria da pré-compra é excelente e o relacionamento pós-compra também. Se o sofá está marcado para quinta antes do meio dia, ele chega quinta antes do meio dia. O vendedor me manda WhatsApp e resolve qualquer problema.”

Leia o artigo completo na Exame.com.





Categorias
opinião

7 Dicas de PR para sua Startup

Desde que criamos a comunidade de branding para startups, começamos a fazer mini eventos quinzenais sobre os vários assuntos que fazem parte desse universo de gestão de marcas. No dia 1º de outubro, trouxemos o Gabriel Ferreira, sócio e head de inovação da Pineapple Hub, para falar um pouco como funciona as relações públicas em startups e sua relação com o branding.

A ligação entre branding e PR é muito mais estreita do que se imagina. E, com certeza, podemos até dizer que um bom PR é um dos componentes de uma marca de sucesso, uma vez que, por possuírem poucos anos de experiência, as startups precisam demonstrar confiança para o mercado das mais diversas formas, como por meio de declarações mais midiáticas.

No papo, além de contar sobre sua trajetória e quais são as diferenças entre uma agência tradicional e uma agência especializada em startups, Gabriel deu vários insights e dicas sobre relações públicas. Separamos alguns destaques para te ajudar no dia a dia:

Nem toda informação da sua startup tem potencial para se tornar notícia
Não é por que sua startup lançou uma nova feature que ela vai virar notícia. A notícia é uma intersecção do que o mercado quer ouvir com o que sua startup está oferecendo. Quanto mais relevante for o assunto para o mercado, mais chance sua novidade tem de se tornar notícia e conseguir ser emplacada nos veículos de imprensa.

É preciso ter consciência de marca para que PR consiga fazer um bom trabalho
Quanto mais clareza você tem sobre a marca, mais fácil será o trabalho de PR. Assim como qualquer comunicação de awareness, se a marca não tiver bem estruturada, todo esforço para comunicar não terá construção, nenhum residual que ajude a fortalecer sua marca em divulgações futuras. Será “comunicar por comunicar”.

Fazer um bom trabalho de PR com founders ajuda a fortalecer o nome das startups
No início, quando a startup ainda não tem muitos ativos, o founder é a cara da empresa. Dessa forma, utilizar-se da imagem e da reputação dele ou dela para impulsionar a startup é uma boa estratégia.

Ter clareza do que comunicar e como comunicar pode te ajudar a sempre ser visto pelos jornalistas como uma pauta interessante
É importante selecionar pautas para não “queimar ficha” com bons contatos nos veículos de imprensa. Então, certifique-se da relevância do assunto que você quer comunicar para o mercado e só depois tente emplacar na mídia.

O PR faz muito sentido quando o produto está bem amarrado. O produto nunca estará pronto, mas ele precisa estar rodando de forma estável e eficiente
Existe um perigo do PR para a startup quando o produto não está redondo; dar visibilidade demais e não ter estrutura para atender à demanda é um risco. Isso pode ser um tiro no pé. Sua plataforma pode cair; seu cliente pode ter uma experiência ruim; pode virar um detrator e, para reconquistá-lo, vai te custar caro.

Escolha bem as pessoas que usam o nome da sua marca
Seja um influencer, uma atriz, um cantor ou qualquer outra pessoa, tenha sempre muito cuidado ao escolher quem você quer que esteja associado à sua marca. Faça uma pesquisa prévia, cheque se os valores da pessoa estão de acordo com os valores da sua empresa. Dessa forma, você pode evitar eventuais desalinhamentos que podem ferir a imagem da marca.

A melhor estratégia para a escolha dos veículos não está necessariamente associada ao maior número de impressões
Nem sempre ser capa da Folha ou da Exame vai ser a estratégia que vai trazer mais resultado. Para isso, é preciso entender a mensagem principal que você deseja comunicar, as mensagens de apoio, o público, como ele se informa e os temas para a pauta. Com essas informações, você consegue entender se a melhor opção será aparecer no jornal de bairro, numa revista especializada ou se conectar com um presidente de uma associação, por exemplo.

Participe dos próximos eventos da Comunidade de Branding para Startups e fique por dentro de outros assuntos que orbitam a construção de marcas cada vez mais fortes.

Aqui na Brand Gym, entendemos que branding não é apenas um projeto pontual, um fim, mas, sim, uma jornada. Tanto a nossa comunidade de branding para startups quanto os nossos eventos quinzenais visam fortalecer essa crença. Quer acompanhar os próximos Mini MeetUps e nossas discussões? Peça para entrar e acompanhe a gente aqui, no blog, no Instagram e no LinkedIn.

Categorias
opinião

Como Rihanna ameaça o império de lingeries da Victoria’s Secret

A jogada do antagonismo é um clássico de novos entrantes no mercado da moda. Uma marca chega com uma mensagem ousada, que parece uma resposta ao líder estabelecido. A mensagem, em geral, é forte e pode chegar a ser contraditória, mas a estratégia é batata para conquistar nichos de público.

Pense na Diesel, marca italiana com nome de combustível, que rasga suas roupas e cobra tíquete elevado. No Brasil, temos a rebelde Reserva.

Parece que a Rihanna vem usando essa mesma estratégia no mercado de lingerie. Nesse caso, a melhor forma de combater a bela é com a fera.

Nos anos 90, a era das super top models, a Victoria’s Secret começou a transmitir seu desfile de lingerie na TV. Suas modelos, chamadas “angels”, desfilavam ao som de bandas e artistas pop do momento. A história que a marca conta é sobre ser sexy mas também é sobre um grupo de amigas lindas se divertindo entre si, o que dá um ar balanceado e menos vulgar. Em uma época de desfiles fechados na fashion week, foi uma grande inovação e deu bastante certo.

Com o passar do tempo, a marca não conseguiu atualizar sua narrativa. Estereótipos de gênero, o controle do corpo feminino e o padrão de beleza começaram a abalar sua imagem. Primeiro, conversas negativas nas redes sociais. Depois, queda de vendas. Por fim, desfile de 2019 cancelado. A ação da L Brands, que controla a Victoria’s Secret, já custou US$ 93 e, hoje, está na casa dos US$ 30, há notícias que a empresa tenta vender sua participação na marca.

Quando parecia que não havia um jeito mais contemporâneo de vender lingerie, entra em cena a Savage X Fenty.

No dia 1º de outubro, a Savage X Fenty, marca fundada pela Rihanna, diretora criativa do negócio, lançou seu segundo desfile que mais parece um show. A exibição do espetáculo foi feita na Amazon Prime, com vendas disponíveis na Amazon.

A marca abre o evento com uma mulher recitando um poema sobre ser uma fera. Um posicionamento implícito de antagonista das angels. A partir daí, é um mundo de diversidade que se abre com artistas, algumas modelos, todos os tons de peles e cores de cabelo, mulheres que se depilam e que não se depilam, homens, fronteiras de gênero sendo cruzadas, tamanhos grandes, tamanhos pequenos.

Durante o evento, a marca fala ativamente de diversidade. Rihanna conta que quando ela cria, é natural que pense em uma marca para todos. Ela também aparece escolhendo os tecidos e participando da criação. Seu papel a diferencia das coleções assinadas por influenciadores, que, muitas vezes, entram somente para divulgar o produto.

Atualizando o playbook da Victoria’s Secret, a Savage X Fenty deixa a TV para trás e transmite seu show em streaming, conectando-se diretamente a um poderoso canal de vendas: a Amazon. A marca anda de mãos dadas com a cultura pop, traz uma bandeira bem hasteada sobre seu posicionamento, fala de diversidade e dá mais um passo para construir sua personalidade no arquétipo da fera, da selvagem.

Mais importante que se mostrar é cumprir o que promete. A Savage X Fenty é a marca de lingerie com mais variedade de tons de nude e a maior proporção de nudes com tons escuros. Há uma ou outra crítica à modelagem dos tamanhos grandes, porém continua sendo a marca com a mais extensa grade de tamanhos entre as maiores do segmento.

Apesar da marca-mãe Fenty fazer parte do grupo LVMH, a Savage X Fenty tem outros acionistas. Foi lançada em 2018 e fechou o ano sold out com US$ 150 milhões em vendas, segundo o WSJ. Em 2019, recebeu US$ 50 milhões em sua segunda rodada de captação, totalizando US$ 70 milhões investidos. O valuation não é público.

Se a Victoria’s Secret tem mais algum segredo que possa virar o jogo, é hora de revelar.

Publicado originalmente na Exame. Guta Tolmasquim é estrategista de marcas e CEO da Brand Gym, empresa especializada em branding para empreendedores, além de fã (e só fã) do Patties.

Categorias
opinião

Nostalgia: o ingrediente secreto por trás da famosa hamburgueria Patties

Já faz alguns anos que as marcas vão além da visão e exploram os cinco sentidos para criar vínculos com os consumidores. Lojas com cheiros e sons são comuns hoje em dia.

Patties, uma hamburgueria que está bombando em São Paulo, vai além do paladar. Não é só sobre o sabor; é sobre o gostinho das memórias.

Muita gente tem boas lembranças da infância regada a hambúrguer. O Patties soube usar isso para construir marca, em uma época em que os hambúrgueres costumam ser: a) artesanal; b) fast food.

Como se diferenciar? Segundo o Patties, com pitadas de nostalgia.

Reza a lenda que o fundador do Patties largou uma carreira no mercado financeiro para se aventurar no sonho de ter uma hamburgueria. Essa jornada começou com uma viagem pelo mundo para provar dois mil hambúrgueres diferentes. Aparentemente, a receita que ele encontrou estava no passado, nos anos 60.

Eu, particularmente, amo hambúrguer. A moda, hoje, são hambúrgueres grandes, suculentos, com molho da casa, picles de algum legume esquisito e pão artesanal de algo que não seja trigo. Mas, no Patties, não. São duas carnes smashed, queijo, picles, molho – no melhor estilo “memórias de infância”. O gosto é bem bom.

Produto é a base de toda marca forte, mas o branding, nesse caso, vai além.

As lojas do Patties são chamadas de “portinhas”. São pequenas, com decoração vintage, sem lugar para sentar e, geralmente, com grandes filas na porta. São quase um portal para a época de ouro do hambúrguer.

O logo traz um personagem com corte de cabelo anos 60, um M e um W, em homenagem ao McDonald’s, White Castle e White Manna. Essa referência assumida foge do tom de cópia, que poderia ser mal visto pelos consumidores, e se torna um relicário das hamburguerias. Na entrada da loja, arcos dourados. As lojas têm pequenos museus de brindes dos lanches felizes. E o letreiro em néon completa o cenário.

Como eu sei disso tudo? Por que sou uma especialista em hambúrguer? Por que sou especialista em branding? Não. Porque quando estava na fila de inauguração da loja de Pinheiros, um funcionário perguntou: “é sua primeira vez?”. Era. E ele me contou toda essa história.

Com tantas hamburguerias em São Paulo, o Patties se destaca na experiência de marca.

As pequenas dicas do significado de cada coisa faz com que os consumidores possam se tornar fãs, já que se sentem como insiders.

Essa estratégia vem casada com uma bela presença no Instagram, com um pouco mais de inside information. Lá, você descobre o porquê da escolha de cada detalhe, como a nova produção do sorvete e as etapas de testes, por exemplo. O Patties abre a porta da sua marca e os consumidores, felizes, entram e participam.

Outras ações complementam a experiência perfeita. O cinema Drive Thru promovido por eles na pandemia, tudo a ver com hamburgueria anos 60, esgotou antes mesmo que eu pudesse clicar em finalizar a compra. Já as bags retrô, reaproveitáveis, é claro, valem descontos para o consumidor “sangue azul”, apelido dado por eles.

Antes de saber tudo isso, eu conhecia o Patties por outro motivo. É, provavelmente, o hambúrguer com o delivery mais rápido pela Rappi. Chega perfeito e em poucos minutos. A entrega é feita pela Mimic, uma dark kitchen, e o Patties fica com o que sabe fazer de melhor: receitas de hambúrguer, ótimas experiências nas lojas físicas e conversas nas redes sociais.

Já bateu a fome por aí?

Publicado originalmente na Exame. Guta Tolmasquim é estrategista de marcas e CEO da Brand Gym, empresa especializada em branding para empreendedores, além de fã (e só fã) do Patties.

Categorias
opinião

O que analisar antes de criar uma conta para sua marca no TikTok?

5 perguntas para você fazer antes de criar uma conta para sua marca

A ascensão do TikTok é a maior prova de que vídeos eram o futuro do conteúdo. Hoje, a plataforma já passou de 2 bilhões de downloads, já superou o Instagram nos Estados Unidos e ocupa a 4ª posição como maior plataforma do mundo (e o CEO do Snapchat, Evan Spiegel, comentou que, em breve, ele vai ultrapassar o Instagram global).

Com uma proposta de valor (e algorítmo) que dão mais visibilidade para o conteúdo autêntico, seja o usuário uma celebridade ou não, o TikTok oferece um alcance orgânico gigantesco. Dessa forma, não apenas pessoas resolveram entrar e aproveitar os segundinhos de fama como também as marcas. Algumas já embarcaram nessa e criaram cases bem legais, como o Burguer King, o Chipotle, o NBA e o Guaraná, por exemplo.

Legal esse movimento, não é? Mas aí vem a pergunta: “vale a pena investir na produção de conteúdo por lá?”. Bom, essa foi a dúvida de um dos membros da nossa comunidade de branding para startups. Em pouco tempo, já tínhamos várias respostas das pessoas que participam com a gente, com dicas, cases e sugestões.

Deixando a “guerra fria” entre a Casa Branca e o TikTok de lado (assunto quente das últimas semanas), achei essa thread tão legal que resolvi fazer mais pesquisas e criar uma minissérie de perguntas sobre alguns pontos para uma marca considerar antes de entrar no TikTok. Vamos lá?

  1. Sua marca vai ter uma preocupação com a geração de conteúdo relevante?
    Gerar conteúdo não é uma tarefa fácil. Existe todo um planejamento, preparação e, claro, bastante investimento quando estamos falando de uma marca. Diferentemente dos usuários criadores de conteúdo, uma marca possui códigos visuais, tom de voz e um posicionamento que podem limitar a criação.
    A plataforma ganhou relevância a partir de seu conteúdo informal, caseiro e com formato de challenge. Como seria criar branded content com um formato que dialoga com a plataforma e com o público dela? O seu conteúdo tem fit com esse estilo?
  2. Sua marca vai ter uma equipe com agilidade e autonomia suficientes para criar esse tipo de conteúdo?
    Tendo em vista que os conteúdos e os challenges têm uma “data de validade” dentro da plataforma, tão importante quanto oferecer conteúdos que dialoguem com o público é oferecê-los num bom timing e na frequência certa. É preciso ser ágil para criar, planejar, produzir, garantir a qualidade e o alinhamento que um conteúdo de marca exige para, só depois, divulgar. Participar de challenges depois que eles passaram da curva de adoção ou não ter uma frequência de postagem boa o suficiente faz com que a conta da sua marca não seja tão relevante.
  3. O público da sua marca está lá?
    O TikTok tem como principal característica vídeos bem-humorados e, por isso, de acordo com a pesquisa realizada pela Infobase Interativa, o público é majoritariamente jovem, 41% dele com idades entre 16 e 24 anos. Se o público da sua empresa está fora desse grupo, nada impede que você use a ferramenta, contudo vale a pena se questionar se é o melhor momento para investir nela.
  4. Quem representará a cara da sua marca?
    Não existe regras sobre precisar de uma pessoa, é claro, mas o TikTok é uma plataforma com conteúdo construído de “gente pra gente” e, por isso, seus vídeos normalmente têm um ou mais protagonistas. Quem seria essa pessoa para a sua marca? A atuação corporativa no TikTok funciona de forma diferente quando comparado às outras redes sociais e, às vezes, ter alguém que represente o conteúdo é mais interessante do que ter uma conta na plataforma — como o que aconteceu com a Starbucks: a empresa não possui conta, mas uma de suas atendentes já acumula milhões de views ensinando as receitas da cafeteria. Foi a forma que a marca encontrou de estar presente e ser relevante.
  5. Apoiar ou patrocinar produtores de conteúdo não seria uma alternativa mais relevante para sua marca?
    Ter uma conta em qualquer rede social significa criar e gerir um conteúdo relevante. Dessa forma, vale se perguntar se não seria mais prático e efetivo apoiar ou patrocinar quem já está na plataforma com uma base formada.

Se você já tem todas as respostas acima e, de alguma forma, todas encaminharam para a criação de uma conta, vai fundo e pode apostar no TikTok. Agora, se esse não foi seu caso, vale pensar uma, duas, três vezes.

Em breve surgirá a opção TikTok for Business aqui no Brasil. Talvez seja mais interessante bater um papo com alguém da plataforma ou esperar e entender se futuramente será mais oportuno.

Se quiser conhecer mais algumas contas business que estão acertando no tom, vale olhar estas aqui: @toofaced@washingtonpost@sephora@flamengo@elfcosmetics@fortnite. E para saber os números de campanhas feitas por algumas dessas marcas, acesse a página do TikTok for Business Europe.


Se você é brand manager ou founder e quer acompanhar as discussões da nossa comunidade mais de perto, clique aqui e peça para entrar nessa.

Escrito por Vanessa Bulhões

Categorias
opinião

Corporate Venture Capital: benefício mútuo para empresas e startups

“Branding para empresas que vão escalar” é uma frase muito usada por nós, da Brand Gym. Respiramos o mercado empreendedor de startups e Venture Capital para entender como podemos melhor aplicar Branding no segmento. Mas não conseguimos negar nossas raízes de grandes empresas tradicionais e, assim, entender um pouco mais sobre suas iniciativas, como se mantêm relevantes e como dialogam com o mercado de startups.

Todas essas iniciativas e esforços das empresas em fomentar inovação e empreendedorismo são chamadas de Corporate Venture  sejam iniciativas internas ou externas.

Corporate Venture Interno é o famoso intraempreendedorismo — uma ideia nascida de dentro da empresa e desenvolvida por ela mesma usando recursos internos, com o objetivo de incrementar o modelo atual de negócio.

Em seguida, temos o Corporate Venture Externo, quando as empresas buscam soluções em inovação aberta e diálogos cada vez mais próximos com startups e scale-ups (há pouco tempo vistas como ameaças), para construir alianças e criar oportunidades de investimento com o objetivo de otimizar esforços e resultados para maior percepção de valor.

Corporate Venture Externo significa desde a realização de um hackathon, passando por programas de aceleração e incubação com mentorias, até a aquisição de uma startup — o que chamamos de Corporate Venture Capital (CVC).

Corporate Venture Capital, que muito nos interessa, é, hoje, uma opção de investimento interessante para startups. Entendemos que, nesse caso, as empresas investidoras não estão interessadas apenas no retorno financeiro, mas também nas soluções desenvolvidas para poderem fazer uso delas.

O CVC garante à startup uma grande marca como aliada, que credibiliza seu negócio e, em conjunto, oferece mentoria altamente especializada e possibilidade de utilizar sua operação para otimizar gastos.

O retorno para a grande empresa investidora é a possibilidade de executar e incorporar algo inovador ao seu negócio, que provavelmente nunca seria possível sozinha. Dependendo da startup investida, o venture capital pode garantir à marca investidora um novo produto, modelos de otimização de processos internos, uma nova tecnologia a ser implementada, além, é claro, de um potencial retorno financeiro, dentre outros ganhos.

Falamos muito sobre parcerias estratégicas e branding. As marcas com quem seu negócio se relaciona muda a maneira como ele é percebido. Por isso, a escolha de quem se aliar deve ser feita com cautela e entender quais atributos você quer incorporar da marca com quem está se relacionando e quais pontos da sua própria marca podem ser úteis para ela — e, assim, ambas se fortalecerem.

Para startups e empresas serem parceiras, é preciso haver essa troca. A startup contribui com o lado inovador, moderno e tecnológico da empresa tradicional, que demonstra estar se adaptando às novas demandas de mercado. Para a startup, a empresa traz credibilidade, confiança e chancela de qualidade. Uma se beneficia dos atributos da outra, alavancando a percepção de valor de ambas.

Quando a SulAmérica Seguros utiliza o conceito de CVC para investir e adquirir minoritariamente a Docway, startup de telemedicina, quer mostrar aos seus clientes e beneficiários como ela rapidamente se adaptou às demandas para oferecer esse novo modelo de atendimento, colocando-se como uma empresa moderna e altamente adaptável ao que há de mais novo na tecnologia. Já a Docway se credencia como uma startup forte e de credibilidade, com soluções avançadas, já que está sendo vinculada a uma das maiores seguradoras do país — uma forma de tomar a frente do mercado em que atua.

Parcerias são sempre estratégicas e atreladas ao seu Branding. Entenda sempre o seu propósito por trás dessa união e como ambas as partes podem se auxiliar.

Escrito por Patricia Perrone